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Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre

Recife

Situado ao sul de Recife, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre opera voos domésticos e internacionais 24 horas por dia e seu nome é uma alusão ao fato histórico da Batalha dos Guararapes, ocorrida no período colonial brasileiro sobre os morros de mesmo nome, situados em sua lateral oeste.

Sua construção antecede a II Guerra Mundial, sendo que o conflito serviu para melhorar a estrutura da Base Aérea do Recife e, consequentemente, do próprio aeroporto. No final da década de 40, o Recife passou a ter grande importância no tráfego aéreo, em meio às aerovias do Atlântico Sul - Europa, pela sua posição geográfica estratégica.

O nome oficial foi dado em 02 de julho de 1948, quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra assinou o decreto 25.170-A, transformando o Aeroporto de Recife, localizado no Campo de Ibura, em Aeroporto Guararapes.

Os aviões internacionais da época não tinham autonomia suficiente para fazer o percurso Europa, em voo direto a caminho do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo forçados a pousar em Recife. Com o passar dos anos e o desenvolvimento da aviação comercial, os aviões transportando cada vez mais cargas e passageiros, as instalações do Ibura tornaram-se inadequadas, não suportando a crescente demanda.

No início de 1950, foi dado o pontapé inicial das obras de construção do Aeroporto Internacional dos Guararapes e os trabalhos avançaram rapidamente.

A pista 14/32, onde mais frequentemente operavam os aviões comerciais, media cerca de 1.800 metros de comprimento por 40 metros de largura. A primeira parte dos trabalhos consistia num aumento de 60 metros no final da pista e, antes do final de 1957, mais 60, totalizando em 210 metros acrescentados.

A pista 18/36 media mais de 1.800 metros e era destinada aos aviões comerciais internacionais e militares. Esperava-se a conclusão dos serviços de reforma dessa pista até o início do ano seguinte, quando deveria medir 2.400 metros por 60 metros de largura, essa era a principal pista do aeroporto.

Após a conclusão do novo aeroporto, a primeira aeronave brasileira a utilizar oficialmente o Guararapes foi um DC-3, da Real Aerovias, que conduziu o presidente Juscelino Kubitscheck para a inauguração das instalações, em 18 de janeiro de 1958. A TAP foi a primeira empresa estrangeira a reiniciar as operações. Durante anos, o movimento se compunha quase que, exclusivamente, de frequências domésticas e da linha Recife/Lisboa.

Em 07 de janeiro de 1974, o aeroporto passou a ser administrado pela Infraero. E em 1979, foi celebrado um convênio entre o Ministério da Aeronáutica e o Estado de Pernambuco, com a intervenção da Infraero, para desenvolvimento de projetos e execução de obras de reforma. A pista foi ampliada e o prédio totalmente reformulado, vindo a ser inaugurado em 1982, com a presença do presidente João Batista Figueiredo.

Depois dessa reforma, o aeroporto teve sua capacidade bastante superior à antiga, possibilitando o pouso e decolagem de aviões de grande porte, facilitando assim um maior tráfego aéreo internacional. A partir de então, Pernambuco tornou-se portão de entrada e saída para os turistas provenientes da Europa e Ásia.

Em 1990, o aeroporto sofreu novas modificações, tornando-se mais moderno e confortável. O local ganhou novos balcões de check-in; o saguão público foi climatizado; foi instalada uma sala vip e implantadas novas esteiras de recolhimento de bagagens. Os banheiros ficaram mais amplos e órgãos como a Polícia Federal e Alfândega ganharam alojamento exclusivo. O aeroporto oferecia 30 lojas comerciais, e as salas de embarque e desembarque foram priorizadas.

Além das melhorias internas, a Infraero ampliou toda a infraestrutura da área industrial, como a construção de redes de água de esgoto, central elétrica, de telefonia e uma nova estação de tratamento de águas residuais.

A nomenclatura do aeroporto foi novamente alterada em 27 de dezembro de 2001, pela Lei nº 10.361, que instituiu a denominação de Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre.

Um pouco antes, em 2000, haviam sido iniciadas novas obras de modernização do aeroporto, a partir de convênio firmado entre Infraero, Embratur e Governo do Estado de Pernambuco, que contemplou a construção do novo terminal de passageiros, do edifício garagem e a realização de outras obras no sítio aeroportuário, como o sistema viário interno e investimentos no Programa de Proteção ao Meio Ambiente. O valor global dos investimentos na obra foi de R$ 329,1 milhões. A Infraero ficou responsável por 53,2%, a Embratur participou com 30,4% e o Governo do Estado contribuiu com 16,4%.

O edifício-garagem (EDG) foi concluído em dezembro de 2002. São três pavimentos com capacidade quatro vezes maior que a existente anteriormente. No quarto pavimento do EDG existe um espaço para eventos e exposições.

O pátio de aeronaves também foi ampliado e o número de posições de estacionamento de aviões passou de 14 para 21. Sob o pátio, foi construída uma rede de dutos subterrâneos que conduzem combustível para abastecimento de aeronaves. Esta é uma forma mais segura de abastecimento, pois evita o trânsito de caminhões-tanque no local.

Em 2004, entrou em operação em fase experimental, e, em 21 de fevereiro de 2006, foi oficialmente inaugurado o novo terminal de passageiros, onde o número de balcões de check-in cresceu de 24 para 64.

A área destinada a compras e lazer também foi totalmente reformulada, dentro do conceito de Aeroshopping, que transforma o aeroporto num centro de bons negócios, conforto, produtos e serviços de qualidade. O terminal de passageiros é controlado por um sistema de automação que regula desde o controle dos acessos restritos ao público, à detecção de riscos de incêndio, até a otimização do consumo de energia. Hoje o terminal de passageiros se mostra capaz de atender a um fluxo de mais de 16 milhões de passageiros por ano, com todo conforto e segurança.

O aeroporto conta com um Terminal de Logística de Cargas – TECA alfandegado, com 6.125m² de área para cargas de exportação e importação. O TECA apresenta um depósito de carga restrita, com capacidade diária de até 30 toneladas, e câmara frigorífica com módulos de resfriamento e congelamento. Especificamente para carga nacional, o terminal de cargas conta com 2 anexos medindo no total 3.967 m² de área construída. O TECA está equipado com modernos sistemas de informatização, que proporcionam agilidade no desembaraço da carga e na movimentação de mercadorias dentro dos armazéns, bem como segurança no processo de armazenagem. Também é possível que o cliente monitore, via internet, o percurso da mercadoria despachada desde o terminal de embarque até o momento da retirada dos volumes no aeroporto de destino.

O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre possui um sistema de gestão da qualidade, certificado de acordo com a norma NBR ISO 9001, e está em processo de certificação operacional pela ANAC.

 

 

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