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Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha-MG - Carlos Drummond de Andrade

Pampulha

O Aeroporto de Belo Horizonte iniciou suas atividades a fim de atender aos voos do Correio Aéreo Militar, em 1933, na chamada "Linha de São Francisco" ligando o Rio de Janeiro a Fortaleza, sendo uma das escalas até o destino final, sendo sua denominação oficial, na época, de Destacamento de Aviação.

Em 23 de abril de 1936 o Destacamento de Aviação é transformado em Núcleo do 4 Regimento de Aviação, contando com uma pista de grama com dimensões de 720 x 20m e operando aeronaves do Correio Militar tipo Waco-Cabine, Piper e Beech-Mono.

Na primeira metade dos anos trinta o Aeroporto da Pampulha era considerado apto para o tráfego da aviação comercial, e em 02 de setembro de 1936, através da Lei n.º 76, o Governo Mineiro foi autorizado a conceder a Panair do Brasil S/A o direito de explorar a linha de comunicação aérea entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro.

Em 23 de março de 1937 foi oficialmente inaugurada a linha comercial Rio-BH-Rio, com um avião bimotor Lockeed 10E Electra I, PP-PAS, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros.

Em 1941 é transferido para a Força Aérea Brasileira após a criação do Ministério da Aeronáutica. Por essa época já se demonstrava a necessidade de a ampliação na pista do Aeroporto. Em 1943, a pista é ampliada e concretada, alterando suas dimensões para 1500 x 45m, e passa a operar aeronaves como o Curtiss-Comander, Beechcraft, Lodstar e Catalinas. No ano de 1953 a pista passa para 1700 metros e o Aeroporto recebe balizamento noturno.

Em 1961 a pista atinge as atuais dimensões de 2.540m e entra em funcionamento o novo Pátio de Manobras, com capacidade para receber aeronaves de grande porte e os futuros jatos.

Com a criação da INFRAERO, em 1973, a administração do Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha passa a ser de sua responsabilidade desvinculando-se da Base Aérea.

O movimento do Aeroporto cresce com o desenvolvimento do transporte aéreo, ficando insuficiente para suportar o atendimento de novas demandas principalmente das modernas e grandes aeronaves intercontinentais. O Ministério da Aeronáutica projeta, no final da década de 70, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves inaugurado em Janeiro de 1984.

No mês de dezembro de 1983, pouco antes da inauguração do Novo Aeroporto Internacional, o Aeroporto da Pampulha já registrava um movimento anual de 1.150.000 passageiros (embarcados e desembarcados) e 24.000 operações de pouso e decolagem de aeronaves, inclusive Boeings 737 e 727.

Logo após sua inauguração o novo Aeroporto Internacional passou a receber 75% do movimento de aeronaves e 95% do movimento de passageiros ficando o Aeroporto de Belo Horizonte ocioso.

O movimento volta a crescer lentamente, se intensificando a partir de 1986 com a criação dos voos direto ao centro conhecidos como VDC. A partir de 1990 com a inserção de modernas aeronaves a jato ligando o Aeroporto de Belo Horizonte a outras capitais, um grande número de passageiros volta a utilizar o antigo Aeroporto, atraídos pela sua proximidade com o centro da capital mineira.

O Aeroporto da Pampulha alcançou grandes índices de movimento de passageiros e aeronaves, voltando a dar lucro em 1992.

Então, a Pampulha novamente apresenta níveis operacionais próximos da saturação que aumentou ainda mais em 1998, quando da liberação da concorrência e dos voos em aeroportos centrais.

No ano de 2002 o Aeroporto da Pampulha bateu o recorde histórico, com 3.073.976 passageiros passando pelos seus portões de embarque e desembarque, e um total de 88.737 operações de pouso e decolagens.

Com o esvaziamento do Aeroporto de Confins e diante da liberalidade do antigo DAC, as companhias aéreas foram transferindo voos de lá para Pampulha. Assim, outras cidades acabaram tendo voos diretos a partir do aeroporto central, como Vitória, Campinas e Porto Seguro.

Em 2005, o antigo DAC (atual ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil) e a INFRAERO transferiram os voos de longa distância da Pampulha para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves / Confins.

A data da transferência dos voos, 13 de março de 2005, foi definida em reunião entre a INFRAERO, Prefeitura de Belo Horizonte, antigo DAC, companhias aéreas e Governo do Estado de Minas Gerais. O dia da transferência foi sugerido pelas companhias aéreas por ser a data de transição entre a alta e a baixa temporada.

A pedido do então Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, as companhias aéreas mantiveram alguns voos na parte da manhã e outro na parte da noite saindo do Aeroporto da Pampulha com destino ao Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Este cenário seria utilizado apenas no período das obras de duplicação da rodovia MG-010, que liga o Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo neves / Confins.

O Diretor de Operações da INFRAERO na época, Brigadeiro Frederico Queiroz Veiga, ressaltou que a transferência foi importante para responder ao crescimento do número de passageiros nos aeroportos brasileiros, percebida a partir de 2004.

Em julho de 2007, as companhias aéreas Tam e Gol transferiram o restante dos vôos operados no Aeroporto da Pampulha para Confins. A mudança fez parte do processo de transferência das operações iniciado em 2005. O prazo para a transferência foi estabelecido pela Portaria nº 370 da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC.

O Aeroporto da Pampulha acolheu então as companhias aéreas Air Minas, Trip/Total e Passaredo. O Aeroporto passou a atender as principais cidades de Minas Gerais e se firmou como um dos principais aeroportos regionais do Brasil. Também atendendo, através de conexões, cidades de outros Estados como Curitiba, Vitória, Rio de Janeiro e Campinas.

Além da Aviação Regional, o Aeroporto de Belo Horizonte é um dos principais pólos de manutenção de aeronaves, aviação geral e executiva.

Em abril / 2008, ficamos em 11º lugar no ranking de operações de aeronaves e em 26º na quantidade de passageiros. Atualmente, o Aeroporto processa em média cerca de 5.000 pouso e decolagens/mês.

Atualmente, as empresas Azul e Passaredo operam os voos regulares da aviação regional que tem fortes indicativos de crescimento da demanda. Registra-se a expansão da aviação geral/executiva acrescendo a movimentação de pousos e decolagens que já alcança picos de 6.300 movimentos/mês.

Na última década, a Infraero promoveu obras para melhoramento do sistema de pista e pátios com incremento de grooving na pista, manutenção/recuperação do pátio 01 com foco no suporte para as aeronaves, além de revitalização do piso do terminal de passageiros. A partir de 2011/2012 foram iniciadas obras de construção de nova Torre de Controle, abrigo de resíduos, revitalização das subestações, recuperação do pavimento do pátio 2 e TWYs de ligação a esse pátio e também a reconstrução do muro patrimonial.

 
 
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