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Aeroporto Internacional de Cuiabá - Marechal Rondon

Cuiaba

Capital do terceiro maior estado em área onde existem matas nativas de três dos biomas do País (Amazônia, cerrado e pantanal), a cidade de Cuiabá foi fundada as margens do rio Caxipó em 1719. Em 1º de janeiro de 1727 passou a ser denominada de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, elevando-se à categoria de vilarejo. Pelo Tratado de Tordesilhas, a região do Matogrosso pertencia à Espanha, mas foi tomada pelos bandeirantes que oficialmente demarcaram a capitania de Mato Grosso em 1748.

Em 28 de agosto de 1835 a cidade tornou-se a capital da então província de Mato Grosso e no alvorecer dos ventos republicanos se destacou devido à ampliação da rede telegráfica, promovida pelo Marechal Cândido Rondon e seu projeto de interiorização do país. Demarcada pela Comissão Rondon, em 1909, a região é considerada o centro geodésico da América do Sul.

Em 1930 Cuiabá entrou para a história da aviação civil brasileira quando foi inaugurada a linha aérea São Paulo/Três Lagoas/Campo Grande/Corumbá/Cuiabá, operada pela Empresa de Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul (antigo Sindicato Condor). O trecho Corumbá/Cuiabá era feito pelos hidroaviões monomotores Junkers de fabricação alemã que decolavam do rio Paraguai e pousavam no rio Cuiabá. Em 1938 o engenheiro civil Cássio Veiga de Sá, deu início ao projeto de construção do Aeródromo de Cuiabá. O campo de aviação, localizado na atual Vila Militar, foi inaugurado em 1939 como primeiro pouso do trimotor Junker-52 da Empresa de Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul.

Com a instalação do distrito de obras do então Ministério da Aeronáutica na cidade, em 1942, começaram os estudos para a construção de um novo aeroporto na capital mato-grossense. O poder executivo estadual doou ao Ministério da Aeronáutica uma área de 700 hectares localizada na região no município metropolitano de Várzea Grande para abrigar o aeroporto. A pista de pouso e decolagens foi inaugurada em 1956 e, no ano seguinte, a sede do canteiro de obras foi transformada em uma estação de passageiros que, precariamente, abrigava diversas companhias de aviação até 1964, quando foi inaugurado o terminal de passageiros. O aeroporto foi administrado pelo extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) até fevereiro de 1975, quando a Infraero assumiu sua gestão.

Em 1996, o aeroporto alcançou a categoria internacional e em 2000 a Infraero começou a construir um novo terminal de passageiros e reformar o pátio e a pista de pouso e decolagens. Em 2009 a empresa modernizou o complexo aeroportuário composto por um terminal de passageiros com dois pisos, praça de alimentação, lojas, elevadores, escadas rolantes e climatização além de construir um Terminal de Carga Aérea.

No interior do terminal existem duas grandes pinturas demonstrando as belezas do Pantanal de autoria de Hirigaray e Daniel Dorileo que dão identidade ao aeroporto.

Em 30 de junho de 2006, foi inaugurado o novo terminal, aumentando a capacidade para 1 milhão de passageiros por ano e em 2014 o antigo terminal foi demolido para construção de um novo complexo. As obras continuam e o aeroporto vai ganhar novas pontes de embarque/desembarque, nova área de estacionamento de veículos, ampliação do pátio estacionamento de aeronaves e das vias de acesso ao aeroporto.

Por força da Lei nº 4.629, de 14 de Maio de 1965 o aeroporto ganhou o nome do desbravador e militar brasileiro de origens indígenas, Marechal Rondon. Abolicionista e Republicano, Rondon explorou a região amazônica construindo 372 km de linhas e cinco estações telegráficas, desenvolvendo relações amistosas com os povos indígenas e abrindo caminhos do interior do Brasil. Cabe destacar que Rondon foi o segundo ser humano a nomear um meridiano: o meridiano 52 é uma referência para a história das comunicações no Brasil.

 

 

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